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Brasil Saúde

Especialista “traduz” resultados da CoronaVac: “Para uma vacina desenvolvida em um ano, acho um espetáculo”

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14/01/2021 08h50
Por: CAMPO GRANDE Fonte: ASSECOM
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resultado da eficácia da CoronaVac, anunciado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Butantan, é de 50,4%. Para especialistas, a comunicação feita pelos desenvolvedores não foi clara e, por isso, foi preciso “traduzir” os resultados.

O cardiologista Marcio Bittencourt classificou os resultados como “muito bons”, mesmo com as limitações. Ele ainda apontou a vantagem da CoronaVac, de ser mais fácil de transportar e não precisar de refrigeradores especiais, como a vacina da Pfizer.

“O que eu acho? Para uma vacina desenvolvida em um ano, que pode ser produzida em larga escala localmente, distribuída facilmente sem problemas, acho um espetáculo. Sim, tem coisa que na pesquisa foi melhor, mas se você não consegue distribuir não adianta nada”, destacou nas redes sociais.

Crítico ao método de comunicação, Bittencourt tentou traduzir os resultados da vacina. “De forma simples, uma vacina é feita para ensinar seu corpo a se defender de um inimigo que você nunca viu. Quando o inimigo chegar você vai estar (mais) preparado que se não tivesse sido vacinado. Tem vacina que te ensina tudo, tem vacina que te ensina menos”, explica.

Segundo o cardiologista, a CoronaVac é segura, de acordo com os dados apresentados, e ajuda o corpo a aprender a se defender do inimigo, ou seja, criar anticorpos.

“Pegamos uma população grande (9242), metade treina com vacina, metade não treina (ganha placebo). Soltamos todo mundo e vamos vendo que pega COVID19 e se quem treinou pega menos. Esperamos até que um pessoal pegue a COVID19 e aí vemos quem pegou em cada grupo. Começa a confusão, pois vai que alguém pega COVID19 e não sente nada, como não fazemos exames em todo mundo, pode passar um caso batido”, coloca.

“Além disso, a vacina pode te treinar mais ou menos, você não consegue evitar a entrada do vírus, mas na hora que ele entra você está mais preparado para a batalha, aí seu quadro de COVID19 é mais leve. ISSO IMPORTA MUITO, vou explicar depois. Mas o que deu na Coronavac? No grupo placebo 3,6% pegaram COVID19 (167/4599). No grupo vacina 1,8% pegaram COVID19 (85/4653). VOCÊ TEM 50,38% MENOS CHANCES DE PEGAR COVID19. Você tem metade das chances de pegar COVID19, já é bom. Mas tem coisa muito melhor que isso”, continua.

“Como já foi dito, muitas vezes COVI19 é só uma gripinha, às vezes ela é uma gripona e às vezes ela mata. Por isso, criamos uma classificação de gravidade em 10 níveis que podem ser agrupados em leve, moderado e grave. Agora, a parte sensacional: No grupo que não treinou (placebo), 0,7% (31/4653) precisou de assistência médica por COVID19. O grupo que treinou com vacina estava mais bem preparado, somente 0,15% (7/4599) precisou de assistencia médica. *** 0,15% vs. 0,7% *** Da 78% a menos.”

O médico ainda explica os “100% de eficácia em casos graves”. “O problema é estatístico. Não tivemos ainda número suficiente para ter certeza. Com poucos casos pode acontecer por acaso, dizemos que não foi estatisticamente significativo. Mas qual o placar? 7 X 0 (7 casos no placebo, 0 no vacina). Resumo, você tem 50% menos chance de pegar COVID19 e uma redução de quase 80% em casos que precisam de médico, talvez mais que isso nos mais graves. Dos vacinados, aí sim, a maioria só teve uma gripinha que não precisa de médico.”

Para ele, os resultados são espetaculares, dado o contexto da criação da vacina. “O que eu acho? Para uma vacina desenvolvida em um ano, que pode ser produzida em larga escala localmente, distribuída facilmente sem problemas, acho um espetáculo. Sim, tem coisa que na pesquisa foi melhor, mas se você não consegue distribuir não adianta nada.”

“Sendo simplista, se vacinar 1 milhão com vacina que reduz 95% o máximo que você protegeu foi 950 mil pessoas. Se vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50% você protege até 100 milhões de pessoas. E dos que pegam, a maioria nem médico precisa.”

Marcio Bittencourt ainda coloca que a melhor vacina é aquela que está disponível mais rápido e pode vacinar mais gente. E reforça que uma vacina razoavelmente eficaz e segura é a melhor saída para a pandemia. “E a CoronaVac é”, aponta.

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