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Política POLÍTICA

Projeto prioriza atendimento psicológico e social a vítimas de abordo espontâneo

Substitutivo do deputado Fábio Trad foi aprovado na Comissão da Mulher e segue agora para a CCJC

10/06/2021 15h19
Por: CAMPO GRANDE Fonte: Assessoria Dep. Fábio Trad Daniel
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Foi aprovado nesta quinta-feira (10) na Câmara dos Deputados um projeto que determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) priorize o atendimento psicológico e social às mulheres cuja gravidez resultar em aborto, óbito fetal ou perinatal. O PL 3391/2019 foi aprovado por meio de um substitutivo do deputado Fábio Trad (PSD/MS) na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara. 

 

“Um quinto das gestações culmina em abortamento espontâneo. Este evento traumático resulta em desenvolvimento de transtornos mentais, como estresse pós-traumático ou depressão. Assim, há necessidade de se priorizar essas mulheres nos serviços de saúde como forma de apoiar a elaboração do luto”, disse o relator do projeto em seu parecer.

 

Outros cinco projetos foram apensados ao PL 3391 a fim de traduzir, por meio de abordagens diversas, a preocupação com o sofrimento de mães e pais que perdem os filhos no decorrer da gravidez ou logo após o parto. Entre elas, a humanização do procedimento do registro do óbito, permitindo que seja incluído o nome da criança natimorta no atestado, alterando a Lei dos Registros Públicos (conduta já adotada em alguns estados brasileiros).

 

“Tal procedimento permite, inclusive, a inscrição do nome na lápide em que for sepultado o natimorto, passo de grande significado para que a família possa elaborar o luto”, acrescentou Trad.

 

Abortos espontâneos – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 23 milhões de abortos espontâneos ocorrem anualmente no mundo todo. Mais de 10% das mulheres sofreram um, e o risco de uma gravidez terminar em aborto espontâneo é de 15,3%, causa mais comum para a perda de um bebê.

 

Apesar dos números assustadores, o problema não tem recebido a devida atenção na política e de forma geral. 

 

“A sociedade se ressente da falta de humanização, da personalização do contato, da ausência de vínculos e de empatia com a dor do outro. Caso contrário, propostas deste teor não precisariam ser apresentadas”.

 

Artigos publicados na revista médica The Lancet, escritos por dois pesquisadores britânicos e suas equipes, lança luz sobre o aborto espontâneo. Sob o lema “O aborto é importante”, a professora Siobhan Quenby, da Universidade de Warwick, e o professor Arri Coomarasamy, da Universidade de Birmingham, chamam a atenção para o sofrimento de mulheres que perderam um bebê.

 

Para compilar seus relatórios, os pesquisadores analisaram estudos da Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca, bem como alguns dados dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. No total, eles revisaram trabalhos que envolviam mais de 500 mil mulheres.

 

Sofrer um aborto espontâneo pode ter um impacto psicológico considerável, bem como sérias consequências para a saúde da mulher no longo prazo, disse Quenby, vice-diretora do Centro Nacional Tommy's de Pesquisa de Aborto, do Reino Unido.

 

“Quem sofre abortos espontâneos repetidamente tem mais chances de ter complicações em gestações futuras, além de ter um maior risco de doenças cardíacas, derrame e trombose”, explica a obstetra.

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