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PMA captura e resgata quase 8 bichos por dia em MS; número de animais silvestres na área urbana dobrou em 3 anos

No verão, presença de filhotes exige mais cuidado dos condutores no trânsitoEm 2021, os policiais militares ambientais capturaram 2.766 animais sil...

11/01/2022 às 08h15
Por: Campo Grande Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Paulo Fernandes (capa), PMA/divulgação e Saul Schramm/arquivo
Paulo Fernandes (capa), PMA/divulgação e Saul Schramm/arquivo

No verão, presença de filhotes exige mais cuidado dos condutores no trânsito

Em 2021, os policiais militares ambientais capturaram 2.766 animais silvestres nos perímetros urbanos, além de 75 bichos vítimas de atropelamento nas rodovias de Mato Grosso do Sul. É mais do que o dobro do que em 2018, quando 1.393 foram apreendidos nesses locais. Isso significa que, em média, quase 8 são recolhidos diariamente nas cidades. 

Muitas vezes, os animais aparecem em locais inusitados, como o tamanduá-bandeira adulto capturado nesta segunda-feira (10) em uma igreja na cidade de Sonora.  Ele não conseguia sair e a PMA teve que realizar a captura. O bicho, que não apresentava nenhum ferimento, foi solto no seu habitat natural, em uma vegetação distante da cidade.

Para o tenente coronel Edmilson Queiroz, da PMA, o aparecimento cada vez mais comum desses animais nas áreas urbanas se deve a uma série de elementos, incluindo a presença de parques e reservas dentro das cidades. “Em se tratando de meio ambiente, não existe apenas uma explicação. É um conjunto de fatores. Eu atribuo menos ao desmatamento e mais às características das cidades de Mato Grosso do Sul e de outros estados. Tem muitas reservas nas áreas urbanas. Pararam de canalizar córregos e deixaram os parques lineares. Lógico que quando você tem desmatamento nas áreas circunvizinhas, os animais acabam migrando cada vez mais na busca de alimento e abrigo e adentrando nos perímetros urbanos, mas grande parte desses animais são capturados e pertencem aos centros urbanos e são devolvidos aos mesmos habitats”, explicou.

Foram 129 atropelamentos de bichos no ano passado. Feridos, eles são levados para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), que é referência no tratamento e reabilitação. Hoje, o hospital veterinário especializado está com cerca de 200 animais, como aves, macacos-prego e grandes felinos. E é no verão que o atropelamento desses animais se torna mais provável. Segundo o veterinário Lucas Cazati, nesta estação do ano nascem os filhotes de várias espécies, como dos quatis. “Eles deixam para ter filhotes quando a temperatura é alta e tem abundância de alimento”, explicou Cazati.

E aí passa a ser mais comum cenas de animais recém-nascidos atravessando as ruas e avenidas acompanhados dos pais e de atropelamentos, como o registrado na sexta-feira passada, dia 7, de um filhote no Parque dos Poderes, em frente à TVE. O quati foi resgatado e levado pela PMA ao Cras. 

O que fazer?

Quem se deparar com um animal silvestre ferido deve entrar em contato com a PMA, que fará o resgate. A orientação é evitar se aproximar do bicho, principalmente de grandes mamíferos e animais peçonhentos, que podem se sentir acuados e atacar. Já no caso de filhotes, a mãe pode estar por perto e atacar para defender a cria. Os telefones da PMA em Campo Grande são o (67) 3357-1500 e o (67) 9984-5013.

Paulo Fernandes, Subcom

Fotos: Paulo Fernandes (capa), PMA/divulgação e Saul Schramm/arquivo

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